Domingo, 6 de Agosto de 2006

Pastiches, Pirataria e Paródias - 1

Hergé e Tintin serão, provavelmente, as maiores «vítimas» de piratarias, pastiches e paródias da sua obra. O sucesso e a limitação legal imposta por Hergé à sua obra talvez expliquem as inúmeras reproduções das aventuras de Tintin.

Por exemplo, o episódio inacabado de «Tintin e a Alfa-Arte» ofereceu possibilibidades a outros desenhadores de desenharem essa aventura, tanto mais que o argumento estava disponibilizado. Surgiram assim três versões: uma de Ramo Nash, a segunda de Yves Rodier e a última da Escola de Belas Artes de Paris (só disponível em CD Rom).

O site «Tintin est vivant» que se dedica às pastiches, paródias e piratarias de Tintin define com  precisão estes termos:

  • Pirata: edição que reproduz as vinhetas originais, mas que não paga direitos de autor (exemplo: o álbum das Éditions Jean Lafitte, de apenas 1.000 exemplares, «Le Naufrage du Licorne» que reproduz as vinhetas do episódio «O Segredo do Licorne» publicados no jornal Le Soir);
  • Pastiche: Imita os traços do autor original (exemplo da prancha falsa de Hergé  (ver post de 02/08/2006)  ou os vários episódios de Tintin inventados por diversos autores);
  • Paródia: Transformação de um obra pré-existente numa faceta burlesca, lúdica ou satírica (exemplos das diversas homenagens a Hergé ou Tintin feita por diversos autores).
Categorias:
publicado por zetantan às 12:08
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

A Prancha falsa de Hergé

Os desenhadores e colaboradores de Hergé, Jacques Martin e Bob DeMoor, aproveitando as férias de Hergé, publicaram, em 1965, no jornal suíço «L'Illustré» uma prancha falsa de Tintin, como se a mesma fosse de Hergé.

O artista Jacques Martin contou que um jornalista suíço se deslocou aos Estúdios Hergé com o fim de conhecer o novo álbum de Tintin. Como não havia nada para mostrar, Martin e DeMoor germinaram a ideia de fazerem uma prancha de Tintin. Logo que a prancha esteve pronta, o jornalista, entusiasmado, publicou-a com merecido destaque no seu jornal, acompanhada de algumas fotografias e entrevistas. Uma prancha como se fosse de Hergé, pelas mãos dos seus colaboradores. Uma bricadeira que ficou para a história, como a primeira «pastiche» de Tintin.

Posteriormente, em declarações ao mesmo jornal, Hergé afirma não duvidar da competência dos seus colaboradores, mas ele é o único pai de Tintin. A resposta estava dada. Sem Hergé não há Tintin.

publicado por zetantan às 21:31
link do post | comentar | favorito

pesquisar

 

Outubro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Últimos Posts

Pastiches, Pirataria e Pa...

A Prancha falsa de Hergé

Arquivos

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Categorias

albert algoud

amis de herge

bazaroff

biblioteca

carros

cheverny

cinema

clubes

dalai lama

de moor

descoberta

eventos

explorando a lua

exposições

haddock

idiomas

imprensa

internet

jacobs

jacques martin

merchandising

moulinsart

numismática

pastiche

portugal

quotidiano

rallye

raymond leblanc

revista tintin

sapperloot

sildavia

tibete

traduções

zaharoff

todas as tags

Links Tintinofilos

subscrever feeds